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O DI�RIO DE UM ADOLESCENTE PART 2

Bom, terminei o epis�dio anterior j� embarcado no avi�o numa viagem pra Bel�m neh?



Fiquei horas olhando pela janelinha do avi�o, pra um tempo meio morgado, mon�tono pra um dia t�o bom qnto aquele seria. Ainda pensando na hora de desembarcar em Bel�m, senti algu�m sentando violentamente do meu lado.



“Mas que porra � essa? N�o sabe sentar q nem gente n�o?” pensei.



Mas quando eu olhei, me deparei com um muleque muito lindo. Cabelo espetado preto, pele bem branquinha, formato do rosto bem quadrado, t�pico de macho mesmo (diferente de mim que tenho uma bochecha imensa), boca vermelhinha. Devia ter os seus 1.70m de altura, do jeito que eu gosto. Era magrinho, mas eu tinha certeza de que por debaixo daquela camisa, devia ter um corpo bem definido. Fiquei tanto tempo olhando pra ele que nem me toquei que ele tava olhando de volta.



“Algum problema?” perguntou ele, com um sotaque bem forte de mineiro.

“N�o, n�o…” falei, mas na hora eu fiquei t�o nervoso com aquilo, com medo dele ver q o meu pau tinha ficado duro, que me atrapalhei com uma garrafa de �gua que eu tinha levado pra me hidratar um pouco.



A garrafa virou toda no colo do mineiro. Eu a segurei antes que derramasse toda a �gua q tinha dentro, mas mesmo assim, o estrago j� tava feito. Por algum instinto de caridade, ou hormonal mesmo, eu meti a m�o no colo dele pra tentar escorrer a �gua. Sem querer eu senti o pau dele, ainda mole, dentro da cueca. Foi quando eu me toquei do que tava fazendo.



“EI CARALHO, TIRA A M�O DA�!” gritou o mineiro.



Eu tirei r�pido, ficando com muita vergonha. Minhas bochechas ficam muito vermelhas qndo isso acontece, mas n�o a ponto de ficar fofin mas de feio de verdade. Fico igual a um term�metro daqueles de desenho, a ponto de explodir. Todos olhavam pra gente, o que piorava a situa��o.



Uma aeromo�a veio em socorro ao mineiro com uma toalhinha e eu me encolhi no meu assento, puto de raiva com aquele muleque. Fiquei por um momento elaborando v�rias formas de vingan�a. At� imaginei um acidente de vo� com o avi�o partindo bem no lugar onde ele tava e eu rindo vendo tudo.



Logo, eu dormi, depois de tirar a conclus�o de que tudo aquilo era besteira e de que eu nunca mais ia ver ningu�m dali, inclusive o mineiro.



Sonhei com o dia em que eu transei com a Camila. Pegava ela pela cintura e fazia ela se movimentar bem violentamente em cima de mim, me deixando muito excitado. Minhas m�os corriam pelo corpo dela, parando em uma parte bem molhada. Comecei a mexer e aquilo me deixou t�o louco que eu acabei gozando.





“Caraca, esse cara vai me matar!” ouvi algu�m dizendo ao fundo.



Abri os olhos e vi o mineiro e uma aeromo�a, que servia os lanches pros passageiros, ambos olhando pra mim. Logo em seguida eu senti aquele molhado na cal�a.



“Puta que pariu, s� o q faltava, gozei dormindo!” pensei desesperado, tentando adivinhar os motivos pelos quais os dois olhavam pra mim.

“Cara, me desculpa, a aeromo�a me deu o copo e ele caiu da minha m�o…” falou o mineiro, com pena no olhar.



Foi quando eu senti o cheiro forte de Coca-Cola…



“PUTA QUE PARIU, VEI!” gritei, me levantando na cadeira. “Vei, c s� pode t� de brincadeira comigo!”

“P�, cara, me desculpa…”

“N�o vem com esse papo, vei! S� fez isso por causa do acidente mais cedo!” gritei, muito nervoso.

“Acho q vc t� ficando doido, cara, n�o sou t�o crian�a quanto vc n�o!”

“FILHO DA PUTA!” pulei pra encher ele de porrada.



Crian�a � a �ltima coisa q vc pode me chamar se n�o quiser o meu �dio eterno. Do fundo do avi�o, veio um comiss�rio de bordo (bem gostoso por sinal) pra separar a gente. Eu me sentei de volta na cadeira do avi�o e vi o estrago q fiz no superc�lio do mineiro. O comiss�rio gritou com a gente e colocou o mineiro em uma cadeira vazia bem longe de mim. Peguei uma roupa na mala e fui me trocar no banheiro.



Depois disso, a viagem transcorreu muito bem… Tanto que eu me estiquei nas poltronas do avi�o e dormi de novo.



Acordei assustado. ODEIO acordar assustado, acaba com o meu dia (Vcs j� perceberam que eu odeio mtas coisas n�? Mas eu amo vcs #fiukei). Uma mala de uns 19 kg caiu nos meus p�s. Eu gritei de dor. O grito ecoou pelo avi�o.



“Puta merda, VEI, tu t� de persegui��o n�?” falei pro mineiro, que tava em p� do meu lado.

“Porra, cara, eu n�o fiz de prop�sito! Te juro!” falou o mineiro.

“Caralho, vei, pq diabos tu t�s mexendo a�?” perguntei puto pra ele.

“O avi�o j� pousou, ot�rio!” disse ele.



Eu pulei da cadeira e vi que todos estavam se movimentando, pegando suas malas. Me assustei de novo e fui juntando as tralhas que eu tinha espalhado pelos assentos do meu lado. Peguei as minhas malas no compartimento de cima e vi o mineiro passando r�pido por mim, como se quisesse competir comigo. Prontamente comprei a briga.



Fui correndo desengon�ado com as minhas malas de m�o e consegui alcan�ar ele. � �bvio que a gente entalou no corredor nessa hora. Eu e ele ficamos brigando pra ver quem se livraria daquilo antes e sairia primeiro, enquanto a aeromo�a assistia a tudo postada na porta do avi�o. O mineiro se livrou antes e se adiantou a passar pela porta. Totalmente insano, quando fiz a mesma coisa, quase levei a aeromo�a comigo. N�o pedi desculpas.



Partimos para a esteira de onde sa�am as malas das pessoas. Ficamos olhando ao mesmo tempo para a esteira e um pro outro, um extinto de competitividade evaporando de nossas peles. Logo, vi a minha mala surgindo por entre a cortina preta de pl�stico e corri pra peg�-la.



“Larga a minha mala, imbecil!” gritou o mineiro, agarrando a mala junto comigo e tentando tir�-la de mim.

“� MINHA MALA, CARALHO!” gritei.

“E PQ O MEU NOME TÁ ESCRITO AQUI???” disse ele apontando para uma pequena etiquetinha com o nome de “CAIO FREITAS”.



Eu larguei a mala, sem jeito, quando vi a minha passeando pela esteira bem pr�ximo. Peguei-a e corri pro port�o de desembarque. Caio estava do meu lado, ainda competindo comigo. Passei primeiro pelo port�o. “RÁ! Ganhei!” pensei.



Vizualizei a minha tia Stela e segui em dire��o a ela, mas o garoto continuava a competir comigo, andando ao meu lado. Olhei estranho pra ele e ele fez o mesmo.



“Oi tiiia!” falamos eu e Caio em un�ssono pra tia Stela.

“Tiiia?!” falamos, um pro outro, novamente em un�ssono.



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