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MALIGNA: O IN�CIO � RELATOS DA MALIGNA 7

Agrade�o a todos os que bem intencionados tem entrado em contato comigo pelo MSN para converssar sobre meus relatos, adoro conversar com voc�s que demonstram valer meu tempo. Agora, para aqueles palha�os que me adicionam e de cara querem mostrar fotos de pintos,…Deus aben�oe o “bloquear contato”.

Uma dessas pessoas agrad�veis atende pela alcunha de Maxx, um rapaz simp�tico do Sul, que em primeiro lugar, prende minha aten��o por n�o fazer perguntas est�pidas e por ser uma das raras pessoas que tem a conci�ncia de que eu n�o tenho MSN para ficar mostrando fotos nuas minhas para babaquinhas se mansturbarem. Querem tocar uma rapazes? Leiam os relatos, assim voc�s adquirem uma certa cultura tamb�m. Enfim,…Maxx me perguntou uma coisa e ao mesmo tempo me deu uma a id�ia de escrever esse relato.“Como surgiu a Maligna?”, foi o que ele perguntou,…Todos os vil�es, her�is e lendas tem seu in�cio, seu alfa, seu g�nesis,…e comigo n�o foi diferente. Ent�o Maxx, aqui t� o que voc� pediu amore,…Como eu me tornei Maligna.

Eu n�o tinha mais do que 19 anos quando meu primo Fagner (J� citado no “Maldades na casa de swing – Relatos da Maligna 5”), apareceu aqui em casa com um ar de preocupado e suando a bicas. Me chamou para dar uma volta, disse que precisava conversar comigo. Eu e meu primo j� nos pegamos algumas vezes, transamos umas 2 vezes, mas sempre rapidinho, na paran�ia de alguem aparecer. Fagner era um t�pico galinha, j� tinha pegado quase todas as minhas amigas, e as outras primas tamb�m, vivia se metendo em confus�o por esses e por outros motivos.

-To encrencado e preciso da sua ajuda!

-Affff,…voc� n�o cansa de viver assim? O que foi dessa vez?

-� o seguinte, eu to devendo uma grana pra um cara, e eu n�o tenho a m�nima condi��o de pagar. Mas ele fez uma proposta para eu pagar a d�vida,…pra isso vou precisar da sua ajuda,…eu to desesperado prima.

-Que proposta � essa?

-� o seguinte, ele sabe que eu sou seu primo, e o velho tem uma tara louca por voc�, e se voc� fizer um strip pra ele a d�vida t� paga.

-T� de sacanagem comigo Fagner? O cara � velho ainda? Nem pensar,…esquece.

-Na boa prima,…se tu n�o fizer isso, ele me mata, to devendo uma grana alta.

Sabe aquelas pessoas que conceguem te convencer sempre das coisas mais absurdas, e voc� acaba aceitando, mesmo sabendo que ir� se arrepender sabe-se l� porque? Pois �,..esse � meu primo, um tremendo “gog� de ouro”, venderia areia no deserto.

Tudo foi marcado para a noite, Fagner me pegaria e levaria para o apartamento do tal coroa, que j� me causava repulsa, antes mesmo de eu conhec�-lo. Antes de Fagner chegar, eu pensei em desistir v�rias vezes, mas meu primo j� tinha combinado com o tal coroa, e dar para tr�s agora, com certeza agravaria a situa��o dele. Esperei inquieta e reciosa.

Fagner chegou para me buscar com um presente que o tal Senhor Oswaldo havia lhe entregue e exigido que eu usasse naquela noite, um conjunto de Suti�, calcinha e espartilho, um verdadeiro uniforme de puta, nas cores preto e roxo. Fui me trocar no quarto, meio contrariada, j� que eu estava pronta,…teria que tirar toda a roupa para poder colocar o conjunto,…mas assim eu fiz. Me assustei ao ver que o Senhor Oswaldo havia acertado em cheio o meu tamanho, provavelmente esse velho andava estudando meu corpinho por a�. Quando me olhei no espelho, eu n�o conseguia me ver ali, eu via uma outra mulher, n�o mais a menina que eu era. Agora eu era uma mulher fatal e sensual. Quem foi que disse que o �bito n�o faz o monge? Percebi que se eu realmente queria encarar aquela situa��o de frente, teria que ser outra pessoa, euzinha n�o poderia estar fazendo aquilo, mas aquela mulher fatal no espelho podia,…podia fazer aquilo e muito mais. Coloquei um par de lentes azuis (�! Meus olhos s�o escuros!) que havia comprado para uma festa a fantasia de 2 anos atr�s, a lente � muito artificial e eu nunca havia usado em outra ocasi�o que n�o fosse em festas. Se era para fantasiar, achei que aquele era um adere�o ideal. Aproveitei e carreguei na maquiagem.

Quando me viu, meu primo n�o reparou s� nas lentes, que ali�s preferiu n�o tecer coment�rios, mas tamb�m viu em meu rosto que algo havia se transformado, eu estava mais confiante, sem os tra�os de receio de antes. “Pode ficar tranquila prima, o combinado � dele n�o te tocar, e eu vou estra l� o tempo todo! E antes que eu me esque�a! Te devo mais essa!”, humpft,…como se ele fosse pagar um dia.

O Senhor Oswaldo era podre de rico, morava em uma cobertura no Leblon. Fiquei imaginando que tipo de sujeira meu primo havia se metido para estar em d�bito com aquele homem, mas preferi n�o perguntar. O Senhor Oswaldo nos recebeu com um roup�o de seda, e adivinhem,…das mesmas cores do conjunto que ele havia me dado, roxo e preto. N�o era t�o velho assim, estava no final da casa dos 40, mas via-se que tinha muito cuidado com o corpo. Seus cabelos eram quase todo branco, mas sempre achei isso um charme, aquele homem tinha uma presen�a sinistra e cativante, e pior de tudo � que ele sabia disso. Nos ofereceu cigarros, eu n�o fumava, mas aquela nova “EU" sim,…eu e meu primo aceitamos o Free oferecido. Nos ofereceu uma bebida, e aceitamos novamente. Em 20 minutos de conversa, Oswaldo conseguiu nos deixar bem a vontade, ele sabia das coisas, e conduzia toda aquela situa��o desconcertante com maestria. At� que disse: “Ent�o minha linda,…que comece os jogos.”

Levantei e fui at� o centro da sala, e comecei, no in�cio inibida, dan�ando e tirando a blusa, Oswaldo assistia sem esbo�ar rea��o, meu primo se revezava entre olhar para mim, e olhar para ele. A m�sica acelerou, e eu me livrei da bermudinha que eu estava, o conjuntinho presente de Oswaldo j� estava todo descoberto para seu deleite, meu primo massageava o pau por cima da cal�a.

-Quero ver voc� chupar um pau menina!

-Que isso Seu Oswaldo, o trato � o senhor n�o tocar nela!

-Eu sei, por isso o pau que ela vai chupar � o seu, quero ver como ela faz.

Meu primo se levantou e veio at� mim, enquanto ele ia tirando o conjuntinho de mim, eu chupava ele, e olhava para Oswaldo que por sua vez, se limitava a sorrir. Eu j� estava s� de calcinha ajoelhada chupando meu primo, ainda com olhos fixos nos olhos de Oswaldo, me sentia super protegida por tr�s daquelas lentes azuis. Meu primo come�ou a delirar enquanto era chupado por mim,”Isso minha prima, como voc� � mal,…parece uma vampira! Me suga vai!”, olhando para Oswaldo, vi ele fazendo sinal para eu tirar a calcinha e ficar e quatro, seguindo suas instru��es, eu joguei a calcinha para ele que cheirou e a segurou na m�o. O que ele queria mesmo era ver minha bundinha exposta naquela posi��o, meu primo aproveitou e deu alguns tapas de leve na minha bunda enquanto eu brincava com os bicos do meu peito.

Oswaldo levantou e rodopiava a gente para ver aquela cena de todos os �ngulos. Se aproximou do meu ouvido e disse uma �nica frase, bem baixinho de forma que meu primo n�o ouviria,…”Seja Maligna!”. Ap�s dizer isso ele sentou-se novamente. Do nada uma grande sensa��o de raiva do meu primo me assolou, um surto de conci�ncia me abateu, o canalha estava se aliviando de uma d�vida e de uma encrenca ganhando um boquete, era muita folga dele, ent�o resolvi cobrar a minha d�vida com ele na hora. Enquanto ele viajava de olhos fechados recebendo o boquete, eu enfiei o dedo m�dio no cuzinho dele, …meu primo saiu do transe que estava e brochou na hora. “Porra. T� Maluca? Que porra � essa?”,…Oswaldo ria de se mijar, tirei o dedo m�dio do rabo do meu primo e mostrei para Oswaldo. Me vesti em tempo recorde, puta da vida e sa� dali, coloquei a bermudinha, a blusa e o sapato, larguei aquela porcaria de conjunto pra l�.

Meu primo me ligou no dia seguinte falando que Oswaldo considerou a d�vida paga, quando me perguntou porque eu tinha feito aquilo com ele, respondi secamente :”S� cobrando minha d�vida”,…e desliguei!

Dias depois o mesmo conjuntinho chegou pelo correio com um bilhete do Senhor Oswaldo que dizia assim: “Querida Menina Maligna, Obrigado por proporcionar ao passado, no presente, a vis�o de um futuro que acaba de nascer para os mortos. Oswaldo”.

Nunca entendi o que ele quiz dizer, mas guardo o conjuntinho at� hoje.O Senhor Oswaldo morreu de c�ncer por causa dos cigarros, cerca de 6 meses depois desse acontecido. Ele ainda me mandou alguns presentes pelo correio, as vezes flores, ou cestas de caf� da manh�,…mas o mais curioso deles foi um que chegou 1 semana ap�s a morte de Oswaldo,…um livro intitulado “Mem�rias de um velho safado”.

Talvez esse relato n�o tenha excitado tanto voc�s como esperavam, mas ainda acho um caso curioso da minha vida que valia a pena relatar. Cronol�gicamante falando esse deveria ser o meu primeiro conto, mas fiz quest�o que fosse o s�timo (entendeu porque a demora Maxx?!), o sete � um n�mero que fecha um ciclo. E esse ciclo acaba de se fechar,…espero que tenham gostado de ler um pouco da minha vida.

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