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ILHA PRIS�O - A REPORTAGEM FATAL PARTE 1(CHEGADA A ILHA)

Sou uma reporter internacional, meu chamo Renta Lemos, famosa ativista politica defensora dos direitos humanos, ao longo de minha carreira, ja recebi inumeros premios, mas agora, estou diante da mais perigosa de minhas materias. Em uma visita a um pais do extremo oriente, soube de uma lenda a respeito de uma ilha prisao de mulheres, no comeco nao dei aten��o, porem apos verificar a informa��o, descobri que n�o so o lugar existia, como se encontrava no litoral desse pais. Porem, o que mais me intrigou foi a total falta de maiores informa��es, se quer existiam relatos de alguma condenada que tivesse sido libertada, percebi que essa poderia ser uma materia unica, porem ao pesquisar descobri que a visita��o e totalmente proibida o que me fez desejar mais ainda a mat�ria.

Com alguma sorte e subornos, consegui embarcar escondida em um navio de alimentos, o qual, visitava a ilha a cada 19 dias. Embarquei no porao dentro de uma das caixas de alimentos, estava bem escondida e segura de obter sucesso. Apos algumas horas finalmente o navio chega a ilha, permane�o quieta dentro da caixa enquanto sou levada junto dos alimentos para a carroceria de um caminh�o. A viagem de caminhao demora quase uma hora o que me faz imaginar que a ilha n�o era tao pequena quanto pensei inicialmente. Entao ouco vozes e o carro para, percebo que cheguei ao meu objetivo, agora preciso manter a calma, para minha sorte, o dia ja estava terminando e os alimentos nao seriam descarregados mais, so na manh� seguinte, decido ficar quieta, esperando a madrugada, ate ter a oportunidade certa de descer e fazer a materia.

Entao chega a hora, olho pela carroceria e vejo que estou dentro de uma enorme fortaleza, nao vejo muitas guardas, entao com coragem desco e me escondo atras do veiculo, vejo um corredor escuro proximo, aproveito e tiro fotos das muralhas, tudo com cuidado, entao decido que tenho de fotografar alguma detenta e esse corredor pode me levar as celas, vendo que n�o existem guardas por perto corro e entro no corredor.

Esta escuro, o calor e humidade s�o terriveis, vou caminhando lentamente, noto que todas as portas sao de ferro, sem janelas e parecem bem trancadas, porem uma delas esta meio encostada. Sem pensar muito abro a porta e vejo uma cena terrivel... no ch�o, totalmente imunda e nua, uma velha prisioneira esta deitada. A olho fixamente, esta imovel, vejo marcas de chicotadas pelo corpo, ela tem os pes presos a enorme correntes e seu pescoco a um colar unido a parede. Ainda chocada mas sempre profissional, comeco a fotografa-la, mas para minha surpresa ela comeca a se movimentar lentamente e a gemer de dor.

"a senhora esta bem quer ajuda?"falo inocentemente

"quem e vc? o que faz aqui? tem de sair imediatamente!"ela responde assustada

"Sou uma reporter, fique calma, estou aqui para ajudar, me conte sobre esse lugar por favor"

A velha em silencio me olha e fala:

"Esse lugar � o inferno n�o compreende? Todas aqui s�o condenadas a perpetua, nao existe privilegios!"

"Como assim? Onde est�o as outras?Por que a mantem assim nua e acorrentada?"

"Todas s�o mantidas assim, as outras est�o presas em celas ou juntas dormindo no ch�o da minera��o aguardando o inicio do proximo dia de trabalho"

Olho chocada e pergunto:

"O que? minera��o? me fale mais!"

"Vc n�o tem tempo, logo o dia estara amanhecendo e as guardas veem fazer a contagem, vc tem de sair agora!"

"Espere, so mais uma questao, vc esta toda marcada o que foi isso?"

"Fui chicoteada, isso � comum, vc n�o viu nada ainda, olhe minhas solas"

Sem entender olho os pes da mulher e fico enojada, em ambas as solas foram tatuados numeros

"Que s�o esse n�meros?"

"S�o nossos n�meros de condenadas, n�o temos nome aqui, s� n�meros!"

Tiro fotos da mulher, revoltada com tudo que acabo de descobrir, entao quando vou me preparando para sair da cela uma sirene toca.

"Que barulho foi esse?"Pergunto apavora a mulher

"Sua tola, � a contagem, um novo dia de trabalhos esta por come�ar seu tempo acabou!"

"Como assim, vou correr devolta ao caminh�o e fugir ent�o"

"Vc n�o esta ouvindo barulho das portas de ferro sendo abertas, s�o as guardas chegando!"

Come�o a tremer em desespero, sei que se for capturada estarei em apuros, afinal, ninguem sabe de minha invas�o ao local.

"O que eu fa�o?? me ajude elas est�o chegando!!"

"� tarde veja!"

Quando olho para a porta vejo duas quardas, ao me verem elas comecam a apitar chamando as demais, uma delas me olha, aponta um revolver em minha dire��o e grita:

"EI VC INTRUSA, DE JOELHOS M�OS SOBRE A CABE�A VC ESTA DETIDA!". Sem escolha e percebendo que o melhor era manter a calma, obedeco. Sinto minhas m�os sendo algemadas para tras, sou puxada e arrastada pelo corredor. Vamos descendo por caminhos estreitos, elas nada falam, ate que chegamos a um gabinete onde a diretora nos aguardava.

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