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PAIX�O NA ACADEMIA (PART - 2/5)

Bem, desculpem pelos erros no conto anterior, mas quando escrevi n�o repassei e acabou sendo enviado com erros absurdos, prometo n�o repetir a dose se erros!



Continuando...



Segui pra faculdade com aquele sonho na cabe�a, parece que quanto menos queria pensar nele, mais eu pensava! Era uma loucura aquilo tudo, e a loucura maior � que eu havia ficado super excitada com tudo que aconteceu, eu nunca havia questionado a possibilidade de me atrair por uma mulher. O dia passou arrastado, tantas aulas, tantas explica��es que eu nem se quer fiz quest�o de entender. Havia criado um amor plat�nico pela F�, e todo aquele sentimento louco s� me fez pirar. Voltei pra casa e fiz quest�o de ficar ali, sozinha, pensando, s� poderia estar louca, voltei a pensar no sonho e lembrar de tudo que havia feito e pra minha pr�pria surpresa fiquei excitada novamente, ent�o tomei um banho e fui deitar. Acordei denovo com a rotina de faculdade e tudo, e no final do dia ainda iria ter que encara-la novamente. Estava chegando a hora e eu estava mais nervosa do que ter que dar aula agora mais objetiva.



Fui pra academia um pouco mais cedo, troquei de roupa e fui direto pro espa�o reservado pra minha aula, ainda faltava 1 hora pros alunos come�arem a chegar e resolvi me aquecer e come�ar a repassar alguns passos, e destrair minha cabe�a. Foi o que aconteceu, tanto que nem reparei quando alguns alunos chegaram, estava quase na hora da aula e ainda n�o havia visto a Fernanda, talvez fosse melhor assim, quase no final do aquecimento ela chegou correndo. jogando uma bolsa que parecia ser de col�gio em cima dos banquinhos que tem no canto e come�ando a se aquecer. Eu desviei minha cabe�a s� pra aula, que ocorreu muito bem, a turma pegou a primeira m�sica bem r�pido (se me lembro bem foi a Yeah! do Usher) e ela com toda dificuldade, eu tinha que exercer meu papel de professora e fui ajuda-la, que logo me pediu desculpa pelo atraso e eu disse que n�o tinha problema, procurei o m�ximo n�o olhar nos olhos dela.. Continuei lhe ajudando com os passos at� que ela pegou e logo come�ou a dan�ar muito bem, no intervalo de 5 minutos pra beber �gua ela veio e me abra�ou, fiquei completamente sem nenhuma rea��o, procurei manter todo auto-controle que havia adquirido com o tempo e abracei ela tamb�m, de uma forma carinhosa mas no limite da intimidade.



-Nossa proff, senti saudades.. rs

-Nossa, mas passou s� um dia, guria

-Ahhh! Mas pareceu um ano, t� super empolgada com as aulas - senti um certo alivio por ouvi-la falar que havia sido pelas aulas, mas um vazio enorme quanto ao amor plat�nico que havia criado.

-Que bom, e tu est�s pegando muito bem os passos.

-c� acha, proff? Eu achei que fui lentinha demais - E fez uma carinha t�o linda, que nossa..

-Tenho certeza, e � assim mesmo no come�o, daqui a pouco tu pegas meu lugar de professora aqui, e falando nisso, me chama de Fragma, proff fica muito s�rio. rs

-E qual o teu nome, o real?

-Mah***(n�o direi meu nome por privacidadee o dela tbm foi modificado)

-Ah que lindo, melhor que Fragma com certeza.. rs

-Pois �, vamos voltar pra aula?

-Vamos sim e Mah.. Posso te acompanhar at� em casa? - Pensei mil vezes, a seguran�a dela pra mim estava em primeiro lugar..

-Claro que sim, Nanda

-Obaa.. xD



Continuamos a aula e correu super tranquila. Quando acabou me despedi do pessoal e fui pegar minha bolsa, logo a Nanda apareceu dando um baita susto..



-Cheguei, tah pronta?

-Barbaridade guria, assim tu me mata do cora��o..

-Bah, tch�.. rs Desculpa Mah, tava destra�da �?

-�, um pouco, algumas coisas andam rondando a minha cabe�a..

-E eu posso ajudar? Sobre o que �?

-Ah! n�o precisa guria, � sobre a facul - ela fez uma carinha triste e respondeu:

-S� isso? N�o � namorado n�o?

-Namorado? Se eu pelo menos tivesse um pra me preocupar.. rs

-Nossa nossa, como vc pode t� solteira?

-Estando, faltando tempo pra procurar...

-J� pensou em olhar pra frente? Talvez n�o precise procurar tanto - Eu num tom de brincadeira j� um pouco destra�da falei mais uma vez sem pensar muito...

-Bem, se eu olhar pra frente vou ver vc, n�ah e n�o pode, somos duas mulheres.. rs - Nossa, quando eu reparei o que tinha dito fiquei completamente gelada.. pensei que ela fosse sair dali sem ao menos me olhar, mas quando reparei ela estava me olhando...

-Verdade, at� que n�o seria m� ideia, e quanto sermos mulheres, n�o tem muita importancia.



Eu simplesmente ca� quanto a afirma��o dela, talvez fosse o que eu queria ouvir, mas ao mesmo tempo me pegou de surpresa, ser� que ela era l�sbica ou algo?



-Vai me dizer que tu ficaria com uma mulher?

-Uma n�o, ficaria com vc -Eu nunca gaguejei tanto na minha vida

-Co-co-co-comigo?

-�, mas percebi que n�o tenho chance alguma, tem mil caras bonit�es por a� e vc n�o olharia pra uma menina que te admira. - Toda sua sinceridade, o jeito de falar e tudo misturaram na minha cabe�a e eu precisava sair dali...

-�, vamos indo se n�o vai ficar muito tarde- ela ainda de cabe�a baixa disse que sim e me acompanhou.



No caminho conversamos naturalmente, como se n�o haviamos dito nada demais at� que cheguei perto da portaria dela, a m�e e o padrasto estavam ali... N�o sei ao certo o que havia mas ela gritou falando que n�o entraria se "ele" estivesse l� e a m�e dela gritou que ent�o era pra ela ir ficar na casa do pai. Eu n�o fiquei pra ouvir o desenrolar da hist�ria e fui caminhando pra casa, parei na sorveteria, comprei um pote de sorvete e segui meu caminho, at� que ouvi algu�m me chamando, quando eu olhei era a Nanda, correndo na minha dire��o...



-Proff.. Mah, posso ficar um pouco na tua casa? S� se n�o for incomodar, aff eu n�o devia pedir isso! e come�ou a chorar

-� claro, desde que me conte o que houve, okay? - ela balan�ou a cabe�a que sim e seguimos.



Abri a porta e falei pra ela sentar que logo voltava, tudo o que ela tinha dito ficou pra tr�s, n�o importava o qu�o louco era todo o sentimento que eu vinha sentindo por ela, estava no dever de protege-l� e isso era minha meta!

Voltei pra sala com um copo d'�gua e entreguei a ela... segue o di�logo...



-Brigada, n�o sabia pra mais quem pedir ajuda.. Mas � que s�o tantas coisas e n�o devia te pertubar com isso

-N�o diga isso, fico feliz em poder ajudar pelo menos um pouco, mas me conte, o que houve?

-Minha m�e tah com um cara e ele vive me chingando e amea�ando, ele tentou me tocar 1 vez mas eu corri e contei pra ela que n�o acreditou e ainda viu a hist�ria ao contr�rio. Da� quando o vi na portaria com ela disse que n�o iria ficar l� se ele estivesse tamb�m e da� ela mandou eu procurar meu pai pra ficar com ele, s� que meu pai n�o t� nem a� pra mim, quar mais que eu o esque�a e como n�o queria me envergonhar na frente de ningu�m resolvi te procurar.

-Ah minha guria, n�o fiques assim - abracei ela de uma forma meiga, pra que ela sentisse prote��o - Se tu quiser, passe a noite aqui, n�o � um hotel de luxo nem nada, mas tem �gua quente e uma comidinha que eu fa�o r�pidinho e um sorvete de flocos que eu comprei ainda pouco, quer?

=N�o n�o, n�o quero atrapalhar, n�o posso..

-Ah! N�o aceito n�o como resposta, n�o posso deixar tu sair na rua sozinha essa hora � muito perigoso.

-N�o tenho te agadecer, viu!? Brigada mesmo

-Que nada, fa�o de bom cora��o..



Emprestei uma roupa quentinha, preparei um macarr�o à bolonhesa e comemos enquanto jogavamos conversa fora, foi um jantar agradavel, ter algu�m interessante por perto foi muito bom. Na hora de durmir houve uma certa briga pois s� havia uma cama...



-N�o n�o, j� estou aqui de favor, durmo no sof� sem problema nenhum...

-n�o, tu �s a visita, dorme na cama que eu durmo no sof�.

-n�o posso.. rs.. vamos fazer assim, sua cama � grande, vc dorme de um lado e eu do outro, n�o ocupo muito espe�o e nem me mexo quando durmo...

-Hunm, t� bom vai, mas eu durmo muito mal

-N�o tem problema, desde que n�o me bata.. rs

-Claro que n�o, tamb�m n�o exagere.. rs



Fomos durmir, quando deitei senti um milh�o de sensa��es, mas me segurei muito bem, at� que ela chegou pertinho e me deu um beijo no rosto e agradeceu por tudo, que logo pela manh� ia embora, procurar o pai dela e tudo.. disse pra n�o se preocupar que s� devia avisar que estava bem, poderia ficar o tempo que precisasse... d�i n�o resisti e fiquei fazendo carinho na cabe�a dela at� pegar no sono e eu penar pra segurar tudo o que eu queria fazer... at� que peguei no sono tamb�m...



Continuaa...

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