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A DOIS: O FOGO DA MINHA F�MEA

Ap�s a primeira experi�ncia de transar com outro homem contando com a minha cumplicidade e lasc�via, eu e minha esposa come�amos a refletir sobre as implica��es e repercuss�es de tal feito em nossa vida de casados. O tes�o, sempre presente, estava l�, latejando nossas conversas temerosas e molhadas. Levantamos a possibilidade daquela ter sido a primeira e �ltima vez, tanto ela tinha medo que eu me envolvesse com outra mulher, como eu tinha medo de que ela se envolvesse definitivamente com outro homem. Pens�vamos como aquilo foi acontecendo e se realizou, bem como hav�amos nos sentido. Percebemos que a nossa rela��o n�o foi abalada at� aquele momento, eu revelei que ainda me masturbava pensando nela e no cara gozando sem pudores, mas que tamb�m sentia medo de perd�-la. Ela me disse que tamb�m n�o havia sentido o que pensava sentir depois do que fizemos. Falou que tinha medo de se enojar de minha atitude estranha de querer que a esposa gozasse com outro homem. Entretanto, estava mais apaixonada por mim, com muito mais tes�o que antes, desconstruindo algumas imagens negativas sobre minha “loucura”. Beijamos-nos loucamente e, mesmo sem emitir nenhuma palavra sobre a realiza��o de nossa fantasia, nossos olhos, nossa pressa nas m�os, nas pernas, nos beijos, na f�ria que nos dominava na cama, al�m de olhares silenciosos, mas cheios de palavras apontava possibilidades n�o ditas, impl�citas de desejo e lasc�via. Algo que eu me deixava com ci�mes era o olhar dela para alguns tipos de homens. Eram sempre morenos, fortes e bem preparados fisicamente. Ela olhava discretamente, por�m o suficiente para que eu percebesse.



O cotidiano voltou a fazer parte de nossa vida. N�o um cotidiano enferrujado, mas de desejo permanente e muito gozos inexor�veis. Um dia, por�m, minha mulher me falou que iria participar de um encontro na �rea de estudo dela, um encontro de final de semana, na cidade de S�o Paulo. Tudo bem, ela sempre participava de encontros assim e eu ainda a ajudava na prepara��o de seu material de apresenta��o. Ela viajou e eu fiquei em minhas atividades di�rias. Contudo, logo na primeira noite do encontro, uma noite cultural, de recep��o dos visitantes, ela me telefona. Perguntou como eu estava, etc. Em meio à conversa me revelou que estava no maior tes�o, que tinha conversado com um cara muito interessante e que tinha notado que ele se interessou muito por ela, mesmo percebendo sua alian�a. Falou-me que se sentiu intimidada, invadida pelos olhos daquele estranho que parecia querer devor�-la. Depois, com duas doses de whisky 19 anos, se sentiu mais tranquila e dominou a situa��o, embora confessasse que estivesse toda molhadinha. Falou-me que o cara chegou a tocar sua m�o e a chamou para dan�ar, mas que ela, se sentindo intimidada, n�o aceitou, mas que ele insistiu para o dia seguinte. Eu perguntei como ela estava se sentindo. Revelou-me que ficou excitada, que n�o esperava aquela rea��o de seu corpo, de sua mente, que parecia uma vontade louca que subia pelas suas pernas, invadia a vagina, e deixava os seios durinhos. Parecia triste, parecia n�o querer estar na cama com aquele homem, mas ao mesmo tempo, o fato de telefonar j� revelava sua excita��o e um pedido impl�cito de aprova��o.



Fiquei sem saber o que fazer. Ela ao perceber meu sil�ncio, surpreendeu-me dizendo: – Amor, sei que voc� deve estar muito excitado e que, ao desligar, vai bater a maior punheta do mundo, se o conhe�o muito bem, sua pica j� deve t� soltando aquele l�quido gostoso que eu adoro alisar. Sei tamb�m que voc� est� com ci�mes, mas sabe tamb�m que o meu amor por voc� � �nico, voc� � o meu homem, meu companheiro, meu c�mplice. Foi voc� mesmo quem me iniciou nesse mundo de del�cias, por isso, vou sair com aquele gostoso que pensa em me devorar e surpreend�-lo com a f�ria sexual que me domina e que deseja sair, queimando sua pele, lambendo seu pau com minha l�ngua de fogo, e derretendo meu desejo com minha buceta em chamas, como uma puta acesa na noite devassa de sua esposa fogosa e ardente. Fiquei at�nito. Minha mulher me conhecia mesmo. Eu disse-lhe: – Vai puta! Realiza o seu desejo e o meu mais uma vez, se entrega e queima esse homem com seu fogo e mostra a ele o que uma mulher casada, livre e excitada � capaz de fazer. Eu fico por aqui, torcendo pelo seu gozo cheio de f�ria e calor. Despedimos-nos com um at� mais meu c�mplice, at� mais minha c�mplice. Fiquei imaginando minha esposa louca e quente, ardendo em cima da pica, da l�ngua e dos dedos daquele macho, que devia ser moreno, a prefer�ncia dela, abra�ando-a, beijando-a e fazendo-a delirar de tes�o, rebolando e gritando aos quatro ventos a realiza��o de mais uma fantasia

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